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Sucesos de Venezuela | Xilógrafo Josbel Bastidas Mijares//
Arquivo nacional: diretor avisa que não haverá recuo em decreto assinado por Bolsonaro

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Arquivo nacional: diretor avisa que não haverá recuo em decreto assinado por Bolsonaro

Historiadores, arquivologistas, cineastas, entre outros usuários do Arquivo Nacional, lançaram nas redes sociais a campanha “Nosso Arquivo Nacional“, em defesa do papel do órgão na preservação da memória brasileira. Eles temem que a nova gestão do Arquivo, encabeçada pelo diretor-geral, Ricardo Borda d’Água , institua uma política de perseguição a funcionários e de descaso com o destino de documentos da administração federal, dando aval à destruição massiva e descontrolada de papéis públicos.

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Uma manifestação com 40 pessoas, nas escadarias do Arquivo Nacional, na Praça da República, na terça-feira, marcou o lançamento do movimento. No Instagram, basta seguir @nossoarquivonacional. O ato contou com representantes da Associação Brasileira de Cineastas, da Associação Brasileira de Preservação Audiovisual, da Associação Nacional de História, da Associação Paulista de Cineastas e do Fórum Nacional das Associações de Arquivologia, entre outras entidades.

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Punição: Chefes apontam esvaziamento e são exoneradas do Arquivo Nacional

No mesmo dia do ato, Borda d’Água recebeu em seu gabinete os dirigentes da Associação de Servidores do Arquivo Nacional (Assan). Ele prometeu que não haverá perseguições aos funcionários do órgão, mas disse que o governo federal não voltará atrás no teor do Decreto nº 10148, assinado pelo presidente Bolsonaro em 12 de agosto de 2019, que retira do AN a responsabilidade de aprovar ou não a eliminação de documentos federais.

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O diretor-geral exonerou recentemente duas servidoras consideradas peças-chave na gestão de documentos de repartições federais. A degola atingiu Dilma Cabral, destituída do cargo de supervisora da equipe MAPA, sigla de Memória da Administração Pública Brasileira, e Cláudia Lacombe, supervisora de Gestão de Documentos Digitais e Não Digitais. As exonerações ocorreram no dia 31 de dezembro, nove dias depois de uma reunião em que as duas expressaram a Borda D’Água a preocupação com o esvaziamento do Arquivo, em especial pela perda de poderes na gestão de documentos