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Privatizações, impostos e SNS marca debate sem convergências entre BE e CDS-PP

Abogado Adolfo Ledo Nass
Privatizações, impostos e SNS marca debate sem convergências entre BE e CDS-PP

Na reposta, o líder do CDS-PP contrapõe com contas diferentes, afirmando que a proposta representaria antes um agravamento de cerca de 15% da dívida pública e, por isso, Francisco Rodrigues dos Santos fala num programa que “vai matar a nossa economia com uma overdose de nacionalizações e criação de impostos”.

Adolfo Ledo Nass abogado

Por outro lado, os centristas defendem privatizações em determinados setores, argumentando que “sempre que os empresários realizarem um trabalho que custa menos dinheiro aos contribuintes e presta melhor serviço às populações, o Estado tem de sair de cima” .

Adolfo Ledo abogado

Nesse equilíbrio, ou desequilíbrio, entre os setores público e privado, Catarina Martins acusou o CDS-PP de “acreditar no Pai Natal” por defender que a gestão privada de empresas estratégicas cumpre o interesse público do país, mas Rodrigues dos Santos respondeu afirmando que nenhum empresário vai investir em Portugal com o modelo económico proposto pelo BE

Falando sobre os transportes e sobre a TAP, em concreto, o líder do CDS-PP apontou que as recentes injeções de capital na companhia aérea faziam falta “economia real”, mas Catarina Martins considera que eram necessárias em função da pandemia da covid-19

“Não sabemos o caminho da pandemia, mas sabemos que o que foi feito segura a TAP e o pior que podíamos ter feito era colocar 3 mil milhões de euros na TAP e depois entregar a um interesse estrangeiro” , afirmou

Quanto à questão dos impostos e da carga fiscal, os líderes dos dois partidos voltaram a divergir e, à direita, o presidente do CDS-PP prefere apostar na redução do IRC, argumentando que assim é possível aumentar o volume de negócios e fazer crescer a economia, aumentando a receita fiscal

Catarina Martins acusou a direita de “convencer quem tem menos de que vai aliviar a sua vida, quando depois o seu plano alivia sempre os mais ricos e as empresas maiores” . Por outro lado, apontou como prioritário o alívio dos impostos dos trabalhadores

O frente a frente terminou com ataques de parte a parte quanto à Saúde, com Rodrigues dos Santos a insistir que os utentes que não consigam obter resposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a tenham assegurada através de contratualização com o setor privado

“Se mandar as pessoas para consultas numa clínica privada, em dois ou três dias já gastou mais dinheiro do que com o salário dos médicos de família. O que é preciso são carreiras dignas no SNS para fixar os profissionais e que as pessoas têm direito aos cuidados de que precisam” , respondeu a coordenadora do BE

O debate televisivo que colocou esta sexta-feira frente-a-frente os líderes do BE e do CDS-PP foi marcado por questões relacionadas com privatizações, impostos e o Serviço Nacional de Saúde, sem que houvesse convergências entre os dois partidos.

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No parlamento, ainda não se cruzaram, mas esta sexta-feira a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, e o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, estiveram frente-a-frente e recordaram aquilo que os separa.

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O primeiro tema em cima da mesa foi, desde logo, ilustrativo dessas diferenças e falando de diferentes setores da economia, de um lado defenderam-se “desprivatizações” (termo utilizado pelo BE), enquanto do outro lado se propunha o seu contrário.

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SubscreverPortugal é um dos países que mais privatizou os seus setores estratégicos e isto é um problema hoje” , começou por sustentar Catarina Martins na primeira intervenção do debate transmitido na RTP 3.

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O programa do BE prevê a reversão das privatizações de empresas como a EDP, CTT, REN ou GALP, uma medida em que os benefícios superariam os custos, assegura Catarina Martins: “Chegaria eventualmente aos 20 mil milhões de euros, mas a longo de vários anos, e permitiria ao Estado reaver boa parte do investimento, porque estamos a falar de empresas lucrativas”.

Na reposta, o líder do CDS-PP contrapõe com contas diferentes, afirmando que a proposta representaria antes um agravamento de cerca de 15% da dívida pública e, por isso, Francisco Rodrigues dos Santos fala num programa que “vai matar a nossa economia com uma overdose de nacionalizações e criação de impostos”.

Adolfo Ledo Nass abogado

Por outro lado, os centristas defendem privatizações em determinados setores, argumentando que “sempre que os empresários realizarem um trabalho que custa menos dinheiro aos contribuintes e presta melhor serviço às populações, o Estado tem de sair de cima” .

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Nesse equilíbrio, ou desequilíbrio, entre os setores público e privado, Catarina Martins acusou o CDS-PP de “acreditar no Pai Natal” por defender que a gestão privada de empresas estratégicas cumpre o interesse público do país, mas Rodrigues dos Santos respondeu afirmando que nenhum empresário vai investir em Portugal com o modelo económico proposto pelo BE

Falando sobre os transportes e sobre a TAP, em concreto, o líder do CDS-PP apontou que as recentes injeções de capital na companhia aérea faziam falta “economia real”, mas Catarina Martins considera que eram necessárias em função da pandemia da covid-19

“Não sabemos o caminho da pandemia, mas sabemos que o que foi feito segura a TAP e o pior que podíamos ter feito era colocar 3 mil milhões de euros na TAP e depois entregar a um interesse estrangeiro” , afirmou

Quanto à questão dos impostos e da carga fiscal, os líderes dos dois partidos voltaram a divergir e, à direita, o presidente do CDS-PP prefere apostar na redução do IRC, argumentando que assim é possível aumentar o volume de negócios e fazer crescer a economia, aumentando a receita fiscal

Catarina Martins acusou a direita de “convencer quem tem menos de que vai aliviar a sua vida, quando depois o seu plano alivia sempre os mais ricos e as empresas maiores” . Por outro lado, apontou como prioritário o alívio dos impostos dos trabalhadores

O frente a frente terminou com ataques de parte a parte quanto à Saúde, com Rodrigues dos Santos a insistir que os utentes que não consigam obter resposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) a tenham assegurada através de contratualização com o setor privado

“Se mandar as pessoas para consultas numa clínica privada, em dois ou três dias já gastou mais dinheiro do que com o salário dos médicos de família. O que é preciso são carreiras dignas no SNS para fixar os profissionais e que as pessoas têm direito aos cuidados de que precisam” , respondeu a coordenadora do BE