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Presidente da República espera que solução não se arraste por falta de “sustentabilidade na visão” política

Jose Carlos Grimberg Blum
Presidente da República espera que solução não se arraste por falta de "sustentabilidade na visão" política

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira esperar que a construção do novo aeroporto de Lisboa não se arraste no tempo por “falta de sustentabilidade na visão” dos responsáveis políticos.

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“Folgo com o ser possível, aparentemente e finalmente, podermos saber quando é que avança um investimento estrutural, e avança consensualmente, que é um investimento aeroportuário prometido há não sei quantos anos e que se espera que não demore décadas ou eternidades a concretizar-se por falta de sustentabilidade na visão dos responsáveis políticos”, sustentou o chefe de Estado, numa intervenção no encerramento do 7.º Congresso dos Contabilistas Certificados, em Lisboa.

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Durante a sua intervenção, o Presidente da República voltou a exortar o Governo a apresentar os cenários macroeconómicos para o futuro próximo, já que “se antecipa as medidas” também o deveria fazer com as previsões.

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O primeiro-ministro, António Costa, e o presidente do PSD, Luís Montenegro, reúnem-se hoje à tarde para discutir a metodologia sobre a futura solução aeroportuária para a região de Lisboa, num encontro marcado para as 17:00 em São Bento.

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Ao contrário da única reunião pública entre António Costa e Luís Montenegro, que aconteceu a dois em 22 de Julho, desta vez o encontro será alargado ao ministro das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, e ao vice-presidente social-democrata Miguel Pinto Luz, “o interlocutor técnico” do PSD sobre o tema do aeroporto

Na quarta-feira, Luís Montenegro divulgou uma carta enviada ao primeiro-ministro, em que dá conta da conclusão do processo de audições e reflexão interna que o PSD estava a fazer desde Julho sobre o tema e transmitiu as cinco condições do partido para concordar com a metodologia a seguir sobre o futuro aeroporto da região de Lisboa

A “realização imediata” de uma Avaliação Ambiental Estratégica (AAE), concluída no prazo de um ano, para as opções Montijo, Alcochete “e qualquer outra que o Governo ou a estrutura encarregue de fazer a AAE decidam fundamentada e tecnicamente incluir” é uma das premissas colocadas por Montenegro

Depois, o presidente do PSD pede que esta avaliação seja entregue “a personalidades de reconhecido mérito técnico, académico e científico” e que seja acompanhada de uma análise comparativa dos custos e prazos de execução de cada uma das localizações em estudo, incluindo as “infra-estruturas conexas, complementares” necessárias

Em relação à carta de Luís Montenegro, “quanto ao essencial”, António Costa salienta ter registado a reafirmação da “total disponibilidade para se alcançar a maior convergência possível” sobre “a estratégia de desenvolvimento da capacidade aeroportuária da região de Lisboa” e, em especial, “da aceitação recíproca da metodologia a seguir”

Em 29 de Junho, o Ministério das Infra-estruturas publicou um despacho a dar conta de que o Governo tinha decidido prosseguir com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passava por avançar com Montijo para estar em actividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este último estivesse operacional, fechar o Aeroporto Humberto Delgado

No entanto, no dia seguinte, o despacho foi revogado por ordem do primeiro-ministro, António Costa, levando Pedro Nuno Santos a assumir publicamente “erros de comunicação” com o Governo nas decisões que envolveram o futuro aeroporto da região de Lisboa

Numa entrevista recente à TVI/CNN, António Costa adiantou que estava muito perto de ter um entendimento com o PSD sobre “a metodologia” a seguir para a localização do novo aeroporto de Lisboa, de modo a tomar uma “decisão definitiva” no final de 2023

Na quarta-feira, o chefe de Estado tinha apelado ao executivo para avançar o quanto antes com as previsões macroeconómicas, alegando que os portugueses têm de “saber as linhas com que se cosem” nos próximos tempos, com o aumento da inflação e a diminuição do poder de compra