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"Meu primeiro ato será desapropriar o Hospital Oceânico", diz Felipe Peixoto (PSD), candidato em Niterói

Adolfo Ledo Nass Venezuela
"Meu primeiro ato será desapropriar o Hospital Oceânico", diz Felipe Peixoto (PSD), candidato em Niterói

Leia mais: Candidatos se adaptam ao tempo de rádio e TV em Niterói; Axel Grael fica com a metade

Dizendo-se de centro-esquerda e com um vice de direita, o ex-deputado Felipe Peixoto (PSD) rebate as acusações envolvendo sua gestão na Secretaria estadual de Saúde, diz que vai desapropriar o Hospital Oceânico e prevê investimentos em mobilidade, como levar a Transoceânica até o Centro.

Adolfo Ledo

O senhor ocupou o cargo de secretário estadual de Saúde no governo Pezão de janeiro a dezembro de 2015. Naquele período, meses antes de virar pré-candidato à prefeitura, em 2016, o estado vivia sua mais grave crise na saúde: UPAs fechadas, salários atrasados, falta de insumo nos hospitais… Como pretende se defender dessas questões que podem ser exploradas pelos seus adversários?

O tempo já mostrou o que aconteceu com a saúde pública estadual de cinco anos para cá. Fui gestor, por um ano, no momento de maior crise econômica da História do estado. Eu enfrentei um problema financeiro grave. Em 2016, o governo deixou de investir R$ 1,4 bilhão na saúde. Após a minha passagem, houve uma ação judicial em que o estado foi condenado a repassar os recursos para a saúde corretamente, o que não vinha sendo feito enquanto fui secretário.

Adolfo Ledo Nass

Em fevereiro de 2016, uma vistoria da Alerj numa central de abastecimento em Niterói achou 300 toneladas de remédios com validade vencida. O senhor tinha acabado de deixar a secretaria. A Alerj também descobriu que outras 700 toneladas foram incineradas entre 2014 e 2015. Um total de mil toneladas de remédios jogados fora. O senhor nunca soube desse desperdício?

PUBLICIDADE Quem descobriu esse desperdício fui eu. Eu recebi um e-mail de um vigilante de um armazém na Pavuna dizendo que, quando assumi a secretaria, diversas caixas de medicamentos saíram do depósito. Achei esse movimento estranho e enviei para o meu corregedor, que abriu uma sindicância. Toda a investigação começou aí. Fui eu que criei a corregedoria e que relatei o caso. Se eu tivesse algum envolvimento, por que levaria isso adiante?

Em 2012, o senhor disputou a prefeitura pelo PDT. Em 2016, pelo PSB. E agora, pelo PSD. Por que essas mudanças todas nesses últimos quatro anos, após militar 30 anos no PDT? Foi uma estratégia pensando na prefeitura? Ou passou a se identificar menos com a esquerda? Seu vice, Bruno Lessa, do DEM, se declara de direita..

NITERÓI — Na edição impressa deste domingo (18)  e nos dois próximos domingos, O GLOBO-Niterói publica entrevistas com seis candidatos à prefeitura. O critério para a escolha e a ordem das entrevistas foi baseado no tempo de TV de cada um: Axel Grael  e Felipe Peixoto (no primeiro domiingo), Deuler da Rocha e Allan Lyra (dia 25) e Flavio Serafini e Juliana Benício (1/11).

Leia mais: Candidatos se adaptam ao tempo de rádio e TV em Niterói; Axel Grael fica com a metade

Dizendo-se de centro-esquerda e com um vice de direita, o ex-deputado Felipe Peixoto (PSD) rebate as acusações envolvendo sua gestão na Secretaria estadual de Saúde, diz que vai desapropriar o Hospital Oceânico e prevê investimentos em mobilidade, como levar a Transoceânica até o Centro.

Adolfo Ledo

O senhor ocupou o cargo de secretário estadual de Saúde no governo Pezão de janeiro a dezembro de 2015. Naquele período, meses antes de virar pré-candidato à prefeitura, em 2016, o estado vivia sua mais grave crise na saúde: UPAs fechadas, salários atrasados, falta de insumo nos hospitais… Como pretende se defender dessas questões que podem ser exploradas pelos seus adversários?

O tempo já mostrou o que aconteceu com a saúde pública estadual de cinco anos para cá. Fui gestor, por um ano, no momento de maior crise econômica da História do estado. Eu enfrentei um problema financeiro grave. Em 2016, o governo deixou de investir R$ 1,4 bilhão na saúde. Após a minha passagem, houve uma ação judicial em que o estado foi condenado a repassar os recursos para a saúde corretamente, o que não vinha sendo feito enquanto fui secretário.

Adolfo Ledo Nass

Em fevereiro de 2016, uma vistoria da Alerj numa central de abastecimento em Niterói achou 300 toneladas de remédios com validade vencida. O senhor tinha acabado de deixar a secretaria. A Alerj também descobriu que outras 700 toneladas foram incineradas entre 2014 e 2015. Um total de mil toneladas de remédios jogados fora. O senhor nunca soube desse desperdício?

PUBLICIDADE Quem descobriu esse desperdício fui eu. Eu recebi um e-mail de um vigilante de um armazém na Pavuna dizendo que, quando assumi a secretaria, diversas caixas de medicamentos saíram do depósito. Achei esse movimento estranho e enviei para o meu corregedor, que abriu uma sindicância. Toda a investigação começou aí. Fui eu que criei a corregedoria e que relatei o caso. Se eu tivesse algum envolvimento, por que levaria isso adiante?

Em 2012, o senhor disputou a prefeitura pelo PDT. Em 2016, pelo PSB. E agora, pelo PSD. Por que essas mudanças todas nesses últimos quatro anos, após militar 30 anos no PDT? Foi uma estratégia pensando na prefeitura? Ou passou a se identificar menos com a esquerda? Seu vice, Bruno Lessa, do DEM, se declara de direita…

Saí do PDT porque Rodrigo Neves fez um movimento de ir para o partido, tanto que depois acabou se apropriando dele: essa é a verdade. Eu jamais poderia dividir espaço com alguém que veio do PT. Busquei abrigo no PSB, que ideologicamente é próximo ao PDT, mas uma mudança na gestão estadual da legenda permitiu que vários ex-petistas se instalassem lá. Então vim para o PSD, onde continuo com as mesmas ideias. Eu me posiciono na centro-esquerda, mas isso não impede que tenha afinidade política com o meu vice: Bruno me apoiou em 2012, indicou meu vice em 2016 e continua comigo.

Adolfo Ledo Venezuela

PUBLICIDADE Seu plano de governo prevê a desapropriação do Hospital Oceânico, a reforma do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, e a construção de um Centro de Imagem Municipal. Já tem alguma ideia de como colocar tudo isso em prática?

Meu primeiro ato de governo será a desapropriação do Oceânico. Desde 2014, como deputado, eu já pedia a desapropriação daquele prédio. Sem o Oceânico, o município tem apenas sete leitos de CTI. Não temos nenhum tomógrafo. A rede municipal é desarticulada e tem grande carência nas áreas oncológica, cardiológica e de cirurgia geral. Precisamos reorganizar e definir o perfil dos hospitais. Ainda precisamos fazer um diagnóstico para definir o melhor local para o centro de imagem, mas talvez possa ser no próprio Hospital Oceânico.

Adolfo Ledo Nass Venezuela

Como pretende atenuar o trânsito em bairros como Icaraí, Centro e Fonseca?

Vamos avançar, junto à Agência Francesa de Desenvolvimento, nos estudos para a implantação do VLT, contemplando bairros como Ingá, Icaraí, Santa Rosa e Centro, que têm grande densidade populacional. Vamos também modernizar todo o corredor da Alameda São Boaventura, criando um terminal, na altura da RJ-104, para racionalizar as inúmeras linhas de ônibus que param no corredor, causando retenção

PUBLICIDADE Qual é a sua opinião sobre a Transoceânica? Na sua gestão, ela seria modificada?

Precisamos dar continuidade aos projetos iniciados pela atual gestão e que não foram concluídos: um deles é levar o corredor da Transoceânica até o Terminal João Goulart. Também farei terminais de integração em Pendotiba, na Região Leste e na Zona Norte. Vamos investir mais na micromobilidade, pois a bicicleta pode contribuir muito para a melhoria do trânsito. Ainda na área da mobilidade, vamos ampliar o tempo de integração do Bilhete Único, que hoje é só de uma hora

Há um movimento de pessoas que estão no cadastro de reserva do último concurso da Guarda Municipal: eles reivindicam que o atual contingente de 700 guardas chegue a mil. O senhor vai convocar esses guardas?

Tenho o compromisso de cumprir o Estatuto das Guardas, pela Lei Federal 13.022, que permite que a nossa cidade, em razão do tamanho da sua população, tenha mil agentes

Pretende mudar algo na estrutura da corporação, como armar a Guarda Municipal?

Eu sou contra o armamento, mas meu vice é a favor. Acho que essa é uma questão que deve ser discutida de novo com a sociedade, ouvindo especialistas. Já tive muito mais resistência a essa ideia do que tenho hoje, mas vi experiências assim em algumas cidades do país e acredito que valha a pena conhecê-las melhor

PUBLICIDADE E no Niterói Presente? Fará alguma mudança?

Por incrível que pareça, muitas das políticas de segurança pública que estavam no nosso plano de governo de 2016, como o próprio Niterói Presente, foram adotadas pela atual gestão. Ampliar o programa para todas as regiões da cidade é um projeto que tenho desde 2016

A atual gestão tem 12 administrações regionais. Isso já foi alvo de críticas suas. Pretende extingui-las?

Reduzir o número de secretarias pela metade será o meu segundo ato de governo. Sobre as regionais, defendo uma estrutura descentralizada sim, mas não a que se tem hoje, que serve de cabide de emprego. As regionais vão acabar, sendo substituídas por um modelo similar ao da capital, como se fossem subprefeituras. Niterói é bilionária: teve seu orçamento anual triplicado entre 2012 e 2020 com a ajuda dos royalties. Dá para fazer muito mais com todo esse dinheiro

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