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Fundador do Twitter defende suspensão de Donald Trump, mas afirma que medida abre 'precedente perigoso'

Celebridade em crise: Fora do Twitter, Trump enfrenta um novo desafio para chamar a atenção

Em resposta, Trump vinha defendendo ações contra as empresas de tecnologia que comandam as redes, mirando em uma regra de 1996, a chamada Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações. A regra prevê que as companhias não podem ser processadas por conteúdos publicados por terceiros em suas plataformas. Ele tentou incluir o fim da norma no último orçamento de Defesa e, diante da recusa dos parlamentares, vetou o texto, mas logo depois esse veto foi derrubado pelo Congresso .

O debate levantado por Jack Dorsey na sequência de postagens nesta quarta-feira, reflete uma série de críticas feitas à decisão, até mesmo por adversários do presidente. A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou a decisão “problemática”, citando que a liberdade de expressão é uma questão “elementar”. O presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, considerou a medida um “mau sinal” ao público, e sugeriu que as empresas estariam operando como “a Inquisição”. Já a adversária de Trump na eleição de 2016, recuperou uma postagem dela mesma naquele ano, na qual sugeria ao republicano que apagasse sua conta: Trump havia ironizado o apoio de Barack Obama à candidatura da democrata, e a chamou de “Hillary Desonesta”. Ao comentar a suspensão da conta do rival, apenas republicou a postagem de quatro anos atrás, incluindo um sinal de tarefa cumprida.

NOVA YORKDias depois da suspensão da conta do presidente Donald Trump do Twitter , um movimento que foi recebido com aplausos por alguns adversários mas visto com certa preocupação por lideranças estrangeiras e ativistas da liberdade de expressão, o fundador do Twitter, Jack Dorsey, disse que foi a decisão correta a se tomar — mas reconheceu que ela abre um precedente “perigoso” sobre o diálogo público.

“Acredito que essa foi a decisão certa para o Twitter. Enfrentamos circunstâncias extraordinárias e insustentáveis” , escreveu Dorsey, na noite desta quarta. “O dano ‘offline’ como resultado do discurso ‘online’ é real, e é o que dirige nossas políticas e aplicação acima de tudo.”

Dorsey disse que essa não foi uma decisão agradável, e passou a expor pontos que, para ele, acabam sendo preocupantes depois da decisão de bloquear Trump na rede.

“Ter que tomar essas ações fragmenta a conversa pública. Nos divide. Limitem o potencial de esclarecimento, redenção e aprendizado”, opinou o fundador do Twitter. “E ela abre um precedente, acredito que perigoso: o poder de uma pessoa ou corporação pode ter sobre parte da conversação pública global.”

Novos refúgios: Expulsos das redes, trumpistas foram para aplicativos onde é mais difícil rastreá-los

Na sexta-feira passada, dois dias depois da invasão do Capitólio por apoiadores do presidente, o Twitter suspendeu de forma permanente a conta de Trump da rede social, um movimento que foi seguido por outras empresas, como o Facebook. Na ocasião, a empresa ligou a decisão ao “risco de mais incitação à violência”. A rede social Parler, usada por conservadores, também foi retirada dos sistemas de hospedagem da Amazon , saindo do ar por alguns dias.

PUBLICIDADE Ataques às ‘Big Techs’ Antes mesmo de ser banido, a relação de Trump com a rede social, a mais utilizada por ele em suas declarações, anúncios e mesmo demissões, já era péssima. Suas acusações de fraude eleitoral, mesmo antes do início da votação, receberam selos alertando sobre uma potencial desinformação, e chegaram a ter a visualização restrita. Durante os eventos do dia 6, algumas foram excluídas, e ganharam um alerta de conteúdo potencialmente perigoso.

Celebridade em crise: Fora do Twitter, Trump enfrenta um novo desafio para chamar a atenção

Em resposta, Trump vinha defendendo ações contra as empresas de tecnologia que comandam as redes, mirando em uma regra de 1996, a chamada Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações. A regra prevê que as companhias não podem ser processadas por conteúdos publicados por terceiros em suas plataformas. Ele tentou incluir o fim da norma no último orçamento de Defesa e, diante da recusa dos parlamentares, vetou o texto, mas logo depois esse veto foi derrubado pelo Congresso .

O debate levantado por Jack Dorsey na sequência de postagens nesta quarta-feira, reflete uma série de críticas feitas à decisão, até mesmo por adversários do presidente. A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou a decisão “problemática”, citando que a liberdade de expressão é uma questão “elementar”. O presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, considerou a medida um “mau sinal” ao público, e sugeriu que as empresas estariam operando como “a Inquisição”. Já a adversária de Trump na eleição de 2016, recuperou uma postagem dela mesma naquele ano, na qual sugeria ao republicano que apagasse sua conta: Trump havia ironizado o apoio de Barack Obama à candidatura da democrata, e a chamou de “Hillary Desonesta”. Ao comentar a suspensão da conta do rival, apenas republicou a postagem de quatro anos atrás, incluindo um sinal de tarefa cumprida.