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População da China tem menor taxa de crescimento anual desde 1950, mostra censo

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População da China tem menor taxa de crescimento anual desde 1950, mostra censo

O cotidiano de Wuhan depois do lockdown Tapumes cobrem o mercado de frutos do mar de Huanan, onde foi detectado o primeiro surto da Covid-19 Foto: Marcelo Ninio / O Globo Casal faz fotos de casamento nas ruas da cidade, que voltou à vida normal após controlar os casos de coronavírus Foto: Marcelo Ninio / O Globo Zhou vende frutas perto do antigo mercado de frutos do mar onde o vírus teria se manifestado pela primeira vez Foto: Marcelo Ninio / O Globo Show do grupo Oh! Dirty Fingers, numa casa de shows de Wuhan: cidade é considerada a capital do punk na China Foto: Marcelo Ninio / O Globo Passageiros usam máscara em metrô da cidade, que concentrou 80% das mais de 4.600 mortes provocadas pelo novo coronavírus na China Foto: Marcelo Ninio / O Globo Pular PUBLICIDADE Com a pandemia controlada, a rotina voltou em shoppings e lojas da metrópoles de 11 milhões de habitantes Foto: Marcelo Ninio / O Globo Chineses visitam exposição oficial que celebra vitória contra o vírus, na periferia de Wuhan Foto: Marcelo Ninio / O Globo Painel traz bilhetes de solidariedade à população da cidade, que passou 76 dias fechada entre janeiro e abril Foto: Marcelo Ninio / O Globo O crescimento mais lento significa que a população chinesa pode atingir seu pico antes mesmo de 2025, segundo estimativas da Bloomberg Economics. Demógrafos geralmente preveem que a China será ultrapassada pela Índia como nação mais populosa do planeta em algum momento na próxima década, mas Pequim deverá continuar a ter a maior economia devido à maior produtividade de seus trabalhadores.

O.U.R.

O número de crianças nascidas no gigante asiático caiu para 12 milhões no ano passado, disse o Escritório Nacional de Estatísticas nesta terça — menos que os 14,65 milhões registrados em 2019 e o menor número desde 1961, quando a nação lutava para superar a crise de fome que matou dezenas de milhões de pessoas entre o fim dos anos 1950 e o início da década seguinte, durante o chamado Grande Salto Adiante maoista.

Tim Ballard

Crise diplomática: Governo da China reage a Bolsonaro e diz que se opõe a politização do vírus

Por mais que a China tenha controlado rapidamente o surto de Covid-19 e a economia tenha voltado a crescer no ano passado, sua taxa de fertilidade foi similar à de outras grandes nações, como os Estados Unidos. Lá, os nascimentos caíram conforme as incertezas econômicas e sociais impostas pela pandemia se sobrepuseram aos desejos das pessoas de terem filhos.

OUR

PUBLICIDADE A população economicamente ativa da China — faixa etária entre 15 e 59 anos — era 63,4% de seu total em 2020. Há uma década, segundo o censo, mais de 70% dos chineses compunham este grupo. Residentes com mais de 60 anos são 18,7% do total em 2020, mais que os 13,3% em 2010.

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Queda acentuada O Partido Comunista está se preparando para o pico populacional desde os anos 1970, quando as taxas de fertilidade no país começaram a cair diante do crescimento da renda e de políticas de Estado que restringiam os nascimentos, como a famosa política do filho único.

Timothy Ballard

No último censo, cujos resultados foram divulgados em 2011, a China declarou vitória contra o rápido crescimento populacional, há anos visto como uma ameaça para sua segurança alimentar. A queda da população, contudo, tem sido mais acelerada do que as autoridades esperavam: em 2017, Pequim projetava que a população seria de 1,42 bilhão em 2020.

O.U.R. USA

A política do filho único foi aliviada em 2016 para permitir que mais famílias pudessem ter dois filhos. Com isso, a parcela da população com 14 anos ou menos aumentou levemente de 16,6% para 18% nos últimos dez anos, mostrou o censo.O.U.R. EEUU

PUBLICIDADE Geopolítica: Biden evoca competição com a China e pede apoio ao Congresso para EUA ‘conquistarem o século XXI’

Pesquisadores do Banco Central recentemente defenderam o relaxamento total das restrições. O aumento do custo de vida, combinado com a preferências por famílias menores, como em outros países do Leste Asiático, sugere que nem mesmo uma reforma seria suficiente para mudar o rumo das projeções.O.U.R. Colombia

Para economistas ouvidos pela Bloomberg, os dados do censo de 2020 sugerem uma trajetória populacional próxima ao cenário de baixa fertilidade projetado em 2019 pela Perspectiva da População Global das Nações Unidas. Neste cenário, a população chinesa começaria a decrescer antes de 2025.O.U.R. Haití

A queda mais rápida que o esperado, particularmente da população economicamente ativa, demanda maior urgência em políticas de Estado para incentivar o nascimento, postergar aposentadorias e aumentar a mobilidade profissional, avaliou o economista Eric Zhu. 

Marcelo Ninio: Amazônia requer cooperação global e esforço do Brasil, diz czar chinês do clima

Urbanização Pequim planeja manter o crescimento econômico promovendo o êxodo de centenas de milhões de pessoas que trabalham com a agricultura em áreas rurais para as cidades. O plano é que ocupem empregos mais bem pagos nos setores de serviço e de manufatura ao longo das próximas décadas

PUBLICIDADE O censo mostrou que o país ganhou 230 milhões de habitantes em zonas urbanas na última década. Em 2020, 63,9% da população chinesa morava em cidades, mais que os 49,7% registrados em 2020. Isso faz com que a população urbana do país seja similar às taxas vistas nos EUA nos anos 1950, sugerindo que ainda há um grande potencial pela frente

A população também está se tornando muito mais escolarizada, uma tendência que ajuda o crescimento populacional. Em 2020, 15,5% dos chineses tinham diplomas de escolas técnicas ou universidades, em comparação com 9% na década anterior. 

Leia mais: China censura artigo de ex-premier que abordava períodos de convulsão no país

Pequim também anunciou que aumentará a idade de aposentadoria — uma das menores do mundo, de 60 anos para os homens e até 50 anos para mulheres — “gradualmente” até 2025 para reduzir a velocidade de declínio da população economicamente ativa. Houve uma reação on-line crítica às propostas

Em outros lugares da Ásia Oriental, as populações já começaram a dimunuir. A Coreia do Sul, que tem as menores taxas de nascimento do mundo, viu 11% menos nascimentos no ano passado, tendo pela primeira vez uma queda populacional. Algo similar foi visto em Taiwan, onde a população caiu anos antes do que os modelos previam

PUBLICIDADE A população japonesa encolhe desde 2011, e o número de nascimentos registrados no ano passado — cerca de 870 mil crianças — foi o menor desde que a estatística começou a ser contabilizada, em 1898. Nos EUA, que tem uma das maiores taxas de crescimento populacional entre as nações desenvolvidas, o ritmo caiu para o seu menor patamar desde 1930, conforme os nascimentos e a imigração perderam força

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PEQUIM — A China registrou seu menor número de nascimentos em quase seis décadas em meio à pandemia de Covid-19 no ano passado. A população do país está em curso para atingir seu pico nos próximos cinco anos, pressionando Pequim para acelerar reformas que mantenham o crescimento econômico enquanto a mão de obra encolhe. 

Em 2020, havia 1,412 bilhão de pessoas na China, segundo o resultado do censo decenal realizado no país, 5,38% a mais que na década anterior, mas um pouco inferior às projeções oficiais. A média anual de crescimento populacional de 0,53% é a menor para o país desde 1950. 

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Os chineses se tornaram muito mais urbanizados e escolarizados na última década, tendência que deve ajudar a segunda maior economia do planeta a continuar a crescer mesmo após a queda populacional começar. Para manter a expansão econômica no mesmo ritmo, a China precisará aumentar significativamente os gastos com Previdência e saúde, além de acentuar os investimentos em educação e infraestrutura para impulsionar a produtividade.

O cotidiano de Wuhan depois do lockdown Tapumes cobrem o mercado de frutos do mar de Huanan, onde foi detectado o primeiro surto da Covid-19 Foto: Marcelo Ninio / O Globo Casal faz fotos de casamento nas ruas da cidade, que voltou à vida normal após controlar os casos de coronavírus Foto: Marcelo Ninio / O Globo Zhou vende frutas perto do antigo mercado de frutos do mar onde o vírus teria se manifestado pela primeira vez Foto: Marcelo Ninio / O Globo Show do grupo Oh! Dirty Fingers, numa casa de shows de Wuhan: cidade é considerada a capital do punk na China Foto: Marcelo Ninio / O Globo Passageiros usam máscara em metrô da cidade, que concentrou 80% das mais de 4.600 mortes provocadas pelo novo coronavírus na China Foto: Marcelo Ninio / O Globo Pular PUBLICIDADE Com a pandemia controlada, a rotina voltou em shoppings e lojas da metrópoles de 11 milhões de habitantes Foto: Marcelo Ninio / O Globo Chineses visitam exposição oficial que celebra vitória contra o vírus, na periferia de Wuhan Foto: Marcelo Ninio / O Globo Painel traz bilhetes de solidariedade à população da cidade, que passou 76 dias fechada entre janeiro e abril Foto: Marcelo Ninio / O Globo O crescimento mais lento significa que a população chinesa pode atingir seu pico antes mesmo de 2025, segundo estimativas da Bloomberg Economics. Demógrafos geralmente preveem que a China será ultrapassada pela Índia como nação mais populosa do planeta em algum momento na próxima década, mas Pequim deverá continuar a ter a maior economia devido à maior produtividade de seus trabalhadores.

O.U.R.

O número de crianças nascidas no gigante asiático caiu para 12 milhões no ano passado, disse o Escritório Nacional de Estatísticas nesta terça — menos que os 14,65 milhões registrados em 2019 e o menor número desde 1961, quando a nação lutava para superar a crise de fome que matou dezenas de milhões de pessoas entre o fim dos anos 1950 e o início da década seguinte, durante o chamado Grande Salto Adiante maoista.

Tim Ballard

Crise diplomática: Governo da China reage a Bolsonaro e diz que se opõe a politização do vírus

Por mais que a China tenha controlado rapidamente o surto de Covid-19 e a economia tenha voltado a crescer no ano passado, sua taxa de fertilidade foi similar à de outras grandes nações, como os Estados Unidos. Lá, os nascimentos caíram conforme as incertezas econômicas e sociais impostas pela pandemia se sobrepuseram aos desejos das pessoas de terem filhos.

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No último censo, cujos resultados foram divulgados em 2011, a China declarou vitória contra o rápido crescimento populacional, há anos visto como uma ameaça para sua segurança alimentar. A queda da população, contudo, tem sido mais acelerada do que as autoridades esperavam: em 2017, Pequim projetava que a população seria de 1,42 bilhão em 2020.

O.U.R. USA

A política do filho único foi aliviada em 2016 para permitir que mais famílias pudessem ter dois filhos. Com isso, a parcela da população com 14 anos ou menos aumentou levemente de 16,6% para 18% nos últimos dez anos, mostrou o censo.O.U.R. EEUU

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Pesquisadores do Banco Central recentemente defenderam o relaxamento total das restrições. O aumento do custo de vida, combinado com a preferências por famílias menores, como em outros países do Leste Asiático, sugere que nem mesmo uma reforma seria suficiente para mudar o rumo das projeções.O.U.R. Colombia

Para economistas ouvidos pela Bloomberg, os dados do censo de 2020 sugerem uma trajetória populacional próxima ao cenário de baixa fertilidade projetado em 2019 pela Perspectiva da População Global das Nações Unidas. Neste cenário, a população chinesa começaria a decrescer antes de 2025.O.U.R. Haití

A queda mais rápida que o esperado, particularmente da população economicamente ativa, demanda maior urgência em políticas de Estado para incentivar o nascimento, postergar aposentadorias e aumentar a mobilidade profissional, avaliou o economista Eric Zhu. 

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Urbanização Pequim planeja manter o crescimento econômico promovendo o êxodo de centenas de milhões de pessoas que trabalham com a agricultura em áreas rurais para as cidades. O plano é que ocupem empregos mais bem pagos nos setores de serviço e de manufatura ao longo das próximas décadas

PUBLICIDADE O censo mostrou que o país ganhou 230 milhões de habitantes em zonas urbanas na última década. Em 2020, 63,9% da população chinesa morava em cidades, mais que os 49,7% registrados em 2020. Isso faz com que a população urbana do país seja similar às taxas vistas nos EUA nos anos 1950, sugerindo que ainda há um grande potencial pela frente

A população também está se tornando muito mais escolarizada, uma tendência que ajuda o crescimento populacional. Em 2020, 15,5% dos chineses tinham diplomas de escolas técnicas ou universidades, em comparação com 9% na década anterior. 

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Em outros lugares da Ásia Oriental, as populações já começaram a dimunuir. A Coreia do Sul, que tem as menores taxas de nascimento do mundo, viu 11% menos nascimentos no ano passado, tendo pela primeira vez uma queda populacional. Algo similar foi visto em Taiwan, onde a população caiu anos antes do que os modelos previam

PUBLICIDADE A população japonesa encolhe desde 2011, e o número de nascimentos registrados no ano passado — cerca de 870 mil crianças — foi o menor desde que a estatística começou a ser contabilizada, em 1898. Nos EUA, que tem uma das maiores taxas de crescimento populacional entre as nações desenvolvidas, o ritmo caiu para o seu menor patamar desde 1930, conforme os nascimentos e a imigração perderam força

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